E o Ministério da Agricultura, como fica?

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Após uma turbulenta eleição e agora faltando poucos dias para a nomeação da equipe econômica para o novo mandato da Presidente Dilma, há uma nuvem de incertezas estacionada sobre o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), assim como nos demais ministérios. Com informações retiradas da mídia, segue a situação do MAPA:
O atual ministro Neri Geller (PMDB-MT) disputa com a senadora reeleita Kátia Abreu (PMDB-TO). Apesar de serem do mesmo partido, há muita diferença entre seus apoiadores, o PMDB defende o atual ministro enquanto que a senadora tem “bons amigos” no Palácio do Planalto devido a um “acordo” firmado com a Presidente Dilma indicando-a para assumir a pasta caso fosse reeleita.
As diferenças não param por aí. Tanto Neri Geller quanto Kátia Abreu tem apoio de entidades de grande influência do agro.
O atual ministro que é produtor rural tem o apoio da FAMATO e APROSOJA. Porém seus dois irmãos Milton e Odair estão sendo investigados pela Polícia Federal na operação Terra Prometida, contra fraudes na concessão de áreas da União destinadas à reforma agrária, por meio de títulos emitidos irregularmente no Estado de Mato Grosso. A fraude está avaliada em R$ 1 bilhão. A assessoria do Ministério da Agricultura informou que o ministro não é alvo das investigações, mas…
A senadora que também é produtora rural e atual presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA – até o ano de 2017) tem seus afetos e desafetos. Além do apoio de Dilma e da CNA, a ABRAFRIGO e ABAG ressaltam a importância dos trabalhos e destaca a visão da senadora para o setor. Mas a lista de desafetos é extensa, a começar pela reprovação do partido devido ao seu pouco tempo de casa (pouco mais de 1 ano) e já por outros partidos (DEM e PSD). A senadora já entrou em conflito com JBS por fazer “monopólio da carne”, para o MST e ambientalistas ela é vista como um trator de esteiras derrubando árvores e puxando uma plantadeira de grãos. E para a União Democrática Ruralista, ela é vista como uma traidora por grande parte dos produtores rurais (pequenos, médios e grandes), esses que estão se mobilizando em diversos Estados da nação contra a indicação da senadora para o MAPA.
Diante dessa indecisão, vivemos a expectativa em 2015 de mais uma safra recorde e boas expectativas para o agronegócio. Um setor que em 2014 foi responsável por 40% das exportações com um superávit de U$S 74,6 bilhões, salvando e carregando a economia brasileira nas costas, mais uma vez, não pode ficar nesse impasse.
A outra dúvida que fica é: como seria com Aécio?

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