Entenda o NDVI, EVI e Produtividade de uma vez por todas

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EVI

Entenda o NDVI, EVI e produtividade na agricultura lendo esse post!

Creio que se você chegou até aqui é porque esses termos têm passado pela sua vida atualmente. Como já escrevi aqui antes, embora os índices de vegetação sejam antigos, a popularização na agricultura é bem recente e os profissionais da área devem estar bem atentos para não caírem em ciladas.

O EVI e o NDVI são índices de vegetação. Esses índices nada mais são que um cálculo matemático que normaliza a refletância de imagens em valores que podem ser interpretados como um diagnóstico daquela vegetação.

NDVI é o Normalized Difference Vegetation Index que significa Índice de Vegetação da Diferença Normalizada. O NDVI é um cálculo das bandas que cobrem o vermelho e infravermelho no espectro. Já escrevi sobre ele aqui no InteliAgro, clique aqui para saber mais detalhes.

EVI é Enhanced Vegetation Index que significa Índice de Vegetação Melhorado. É um cálculo que leva em consideração o vermelho e infravermelho como o NDVI mas utiliza a banda do azul para descontar influências atmosféricas no índice.

Ambos índices são vastamente usados e estudados ao redor do planeta. Eu mesmo iniciei no mundo do sensoriamento remoto comparando esses índices para monitorar a cultura da soja no Paraná. São índices muito potentes e tem uma vantagem de terem muitos estudos que embasam suas aplicações em diversas culturas agrícolas e florestais. O único problema é que a maioria das pessoas que querem utilizá-lo hoje em dia estão calculando com o uso de imagens de satélite de “alta” resolução (3-5m) ou com drones (10-30cm). Quando muda-se a resolução drasticamente existe um problema que surge que é mudar-se a definição de o pixel representar uma média de plantas para a planta representar uma média de pixels.

Para a segunda aplicação o uso de índices não é uma unanimidade. Uma planta possui diferentes tipos de estruturas e cada uma delas possui uma resposta diferentes. Por exemplo, a olho nu é possível identificar a diferença de cor entre a parte de cima e de baixo de uma folha, correto? Se aplicarmos um índice de vegetação poderá parecer que a parte debaixo da folha está com algum problema porque não respondeu da mesma forma que a de cima, no entanto é algo normal da fisiologia.

Da mesma forma, em imagens de 5m de resolução, em determinados períodos de análise, é mais provável que capte-se palha ou solo nu do que planta e ao aplicar os índices de vegetação será diagnosticada a deficiência de algo.

Não quero contraindicar os índices de vegetação. O NDVI e EVI são muito bons e eficazes, porém, é necessário que existam profissionais aptos a interpretar os resultados de maneira coerente. Procure sempre um profissional que tenha habilidades e qualificações adequadas para ajudá-lo e faça o uso de plataformas apenas após entender exatamente o que elas estão mostrando. Dessa maneira, o campo só tem a evoluir cada vez mais com uma tecnologia que só vem trazer benefícios.

Quer saber mais ou tem alguma dúvida? Me escreva!

8 COMENTÁRIOS

  1. Ola Senhor Duft, me interessei bastante sobre esse método para verificar a vegetação. Como posso me inteirar mais do assunto? Sera que posso aderir para calcular mata ciliar?

  2. Olá Daniel,

    Trabalho constantemente com índices de NDVI, SAVI e IAF. Gostaria de saber se existe algum memorial de cálculo ou metodologia que indique a cultura encontrada na imagem, na minha vivência seria a cultura da soja e milho. Caso sim, gostaria de saber também uma metodologia que consigo diferenciar o estagio de desenvolvimento dessa cultura identificada (soja ou milho), classificando em Estágio Vegetativo inicial, vegetativo pleno e maturação.

  3. Boa noite, gostaria de saber qual a indicação de drone (qual tipo) para trabalhar com culturas permanentes tipo café e cacau. Oura coisa: para monitoramento de áreas de mata, qual drone é mais indicado?

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