Seria a produção orgânica melhor que a convencional?

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Quando nos deparamos com algum alimento orgânico na prateleira imediatamente temos a sensação de estar diante de algo melhor para a saúde e para natureza. Seria isto verdade? Ao menos para ambientes de zonas tropicais, estudos apontam que não!

Entre 2004 e 2005, inúmeras pesquisas concluíram que as fazendas orgânicas abrigavam mais espécies silvestres como pássaros, insetos e plantas (aproximadamente 30% mais) do que as baseadas em métodos convencionais. Entretanto há um problema:  cerca de três quartos destas pesquisas foram feitas em fazendas da Europa,  mesmo que a maior parte da produção orgânica não ocorra lá. Já nas zonas tropicais, nenhuma atenção foi dada, mesmo sendo as culturas de cacau e bananas importantes nos cultivos orgânicos.

Muitas das espécies vegetais que se beneficiam dos cultivos orgânicos na Europa evoluíram por muitos séculos  ao lado dos cultivos intensivos, que eram efetivamente orgânicos até pouco depois da II Guerra Mundial. Já para a fauna e flora nas regiões tropicais falta esta relação histórica com a agricultura intensiva, fazendo com que ela se beneficie menos.

De fato, a produção orgânica nos trópicos pode ser mais prejudicial para as espécies silvestres do que se imagina, já que a produtividade é menor.  Com isso, mais  áreas serão necessária para produzir a mesma quantidade de alimento e, consequentemente, mais habitats naturais serão perturbados.

A referência para este artigo foi uma publicação na NewScientist em fevereiro de 2014.

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