Uso eficiente de água e energia na irrigação

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Estamos no início do outono e o retrato que temos do verão que passou é de chuvas em excesso no norte do Brasil e de chuvas abaixo das médias históricas nas regiões mais meridionais. Com o período de estiagem se aproximando, as chances de reverter o atual quadro dos níveis baixos dos reservatórios são bem pequenas, elevando o prognóstico de racionamento de água e energia elétrica. Se a agricultura é responsável por algo entorno de 70% de toda água utilizada pelo homem, como podemos diminuir nosso impacto no uso destes recursos? A resposta é eficiência.

A eficiência da irrigação é a razão entre a quantidade de água realmente utilizada pela cultura e a quantidade de água captada e ela é, em escala global, próximo de 40%, evidenciando o enorme desperdício associado a pratica da agricultura irrigada. Evidentemente as perdas não se resumem apenas à água, mas também ao uso de eletricidade (que em nosso país é predominantemente gerada por hidrelétricas), defensivos, fertilizantes e em produtividade, já que o excesso de água tem impacto direto no surgimento de pragas e atrapalha as trocas gasosas no sistema radicular.

As principais ações para aumentar a eficiência da irrigação consistem em adequar os equipamentos e o manejo. O primeiro está atrelado ao projeto e dimensionamento correto do sistema de irrigação, além da subsequente manutenção do mesmo. O segundo engloba o treinamento adequado dos profissionais que irão operar o sistema e a coleta precisa de dados para a elaboração de balanço hídrico realista.

Implantado corretamente, o manejo eficiente da irrigação pode gerar uma diminuição de 20% no consumo de água e de 30% no uso de energia, além das melhorias de produtividade. Nestes tempos de escassez de água, o uso racional dos recursos hídricos é dever de toda a sociedade, sem exceções.

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